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VPN para Linux: 5 melhores com instalação simples (2026)

Rob Mardisalu

Rob Mardisalu

Editor do TheBestVPN.com

Resumo do Artigo

  • Melhor VPN para Linux no geral: NordVPN: aplicativo nativo de verdade, não uma versão adaptada de qualquer jeito → Assine por R$ 9,90/mês
  • Melhor custo-benefício: Surfshark: dispositivos ilimitados e funciona de verdade em servidores headless → Assine por R$ 7,99/mês
  • Escolha para privacidade: Proton VPN: tudo em código aberto, sediado na Suíça → Assine por R$ 10,49/mês
  • A realidade: a maioria das empresas de VPN ignora os usuários de Linux. Estas três, não.
  • Escopo dos testes: 30 provedores de VPN foram submetidos a testes de compatibilidade com Linux.

Ficou para trás o tempo em que o Linux era considerado algo secundário em comparação com o Windows e o macOS. Hoje, a maioria dos provedores de VPN tenta oferecer clientes de VPN para Linux, mas fica claro que alguns estão bem à frente da concorrência.

A NordVPN se destaca como nossa principal recomendação porque oferece algo que nenhum outro provedor de VPN oferece: suporte ao Meshnet. Isso simplifica a criação de uma VPN própria entre seus dispositivos, permitindo enviar arquivos e compartilhar sua conexão de VPN com facilidade.

Em segundo lugar, temos a Surfshark. Ela oferece suporte para dispositivos ilimitados, uma ótima rede de servidores, conexões de alta velocidade e rotação de IP por meio do Nexus. No conjunto, é uma excelente VPN.

Em terceiro, temos o Proton VPN. Ele está praticamente no mesmo nível da versão para Windows em termos de recursos. Você encontra vários recursos importantes no cliente para Linux, como encaminhamento de portas (port forwarding), VPN Accelerator e NAT traversal.

No restante da nossa lista, temos duas VPNs que funcionam quase da mesma forma no Windows e no Linux: ExpressVPN e PIA. Se você prioriza a facilidade de uso acima de tudo, vale conferir esses dois provedores primeiro. Eles não são tão impressionantes quanto nossas três primeiras opções, mas oferecem paridade com o Windows.

As 5 Melhores VPNs para Linux Comparadas

1. NordVPN

NordVPN é um dos poucos provedores que oferece um cliente para Linux com interface gráfica (GUI). Ele não é tão completo quanto a versão para Windows, principalmente porque não há suporte ao Threat Protection Pro.

Você ainda tem acesso ao Threat Protection, que filtra todos os anúncios e rastreadores que você encontraria enquanto navega, mas não funciona como uma solução antivírus. Ao olhar para o app, pode parecer que também não há suporte ao Meshnet, mas não se preocupe.

Você pode integrar seus dispositivos Linux ao seu Nord Meshnet, desde que use a interface de linha de comando (CLI) para fazer a configuração.

De resto, o app da NordVPN funciona como você esperaria. A NordVPN oferece 9.000 servidores em 181 localidades, incluindo servidores especializados em P2P, servidores Onion over VPN para acessar a rede Tor e conexões Double VPN. Todos esses servidores especializados estão disponíveis no Linux, assim como os seguintes protocolos VPN: NordLynx, NordWhisper e OpenVPN em TCP e UDP.

Painel do NordVPN 2026 no Linux

Enquanto a maioria das empresas de VPN trata o Linux como algo secundário, ao contrário das VPNs para Android, que recebem toda a atenção, a NordVPN criou um cliente para Linux de verdade.

Tanto a versão com interface gráfica quanto a de linha de comando funcionam de forma confiável, e você tem acesso ao conjunto completo de recursos, incluindo kill switch, conexão automática e o protocolo NordLynx.

Com tudo isso por apenas US$ 3,09/mês em planos de longo prazo, a NordVPN é nossa primeira escolha se você precisa de um cliente de VPN para Linux com excelente custo-benefício. Para completar, a maioria dos servidores da NordVPN também pode ser usada como proxies SOCKS5.

Acesse NordVPN.com

Para mais informações, consulte a nossa avaliação completa da NordVPN.

2. Surfshark

Surfshark é uma das melhores opções de custo-benefício se você está procurando uma VPN para Linux. Você pode usar quantas conexões simultâneas da Surfshark quiser por apenas US$ 1,99/mês. Seja para usar a Surfshark em todos os seus desktops, notebooks e celulares, seja para criar várias máquinas virtuais (VMs) que precisam de uma conexão VPN protegida, você paga o mesmo preço por uma política de conexões simultâneas ilimitadas.

Ao usar o cliente da Surfshark, você notará que ele tem praticamente a mesma aparência geral da versão para Windows, mas com alguns recursos a menos. Não há integração com Surfshark Search, Alternative ID ou Antivírus, apenas o serviço principal de VPN. Você pode escolher entre WireGuard e OpenVPN (TCP/UDP) como protocolos, além dos servidores de IP estático, MultiHop, IP dedicado e da solução ClearWeb da Surfshark para bloqueio de anúncios.

Painel do Surfshark 2026 no Linux

Você ainda recebe uma VPN fantástica, com acesso a mais de 4.500 servidores, além da rede Nexus, que permite alternar o IP em todos os servidores aos quais você se conecta. Ótimo para quem se preocupa especialmente em ser rastreado pela internet.

Acesse Surfshark.com

Para mais informações, consulte a nossa avaliação completa da Surfshark.

3. Proton VPN

Proton VPN é outro provedor com um excelente aplicativo de VPN para Linux, embora a parte visual fique um pouco atrás em comparação com o aplicativo para Windows.

Mesmo sendo menos atraente visualmente, o app para Linux oferece a maioria dos recursos que você encontraria em outras plataformas, incluindo kill switch completo, encaminhamento de portas e tunelamento dividido (split tunneling). Até mesmo alguns recursos específicos da Proton VPN estão disponíveis, como o VPN Accelerator, que melhora a velocidade. Quanto aos protocolos, as opções são WireGuard e OpenVPN.

A rede de 20.000 servidores em 127 localidades é uma das maiores que já testamos, então é quase garantido que você encontrará um servidor de baixa latência perto da sua localização.

Painel do Proton VPN 2026 no Linux

A Proton VPN opera na Suíça com uma política rígida de não registro de dados (no-logs), comprovada por várias auditorias de terceiros. Um ponto importante é que a Proton VPN não utiliza servidores somente em RAM, optando por discos rígidos criptografados e rigidamente protegidos.

Na prática, o resultado é o mesmo: se os servidores da empresa forem apreendidos, ninguém conseguirá acessar seus dados. Além disso, o cliente para Linux da Proton VPN é totalmente de código aberto. Quer auditar o código por conta própria? Vá em frente. Ele se integra muito bem ao ecossistema mais amplo da Proton se você já usa ProtonMail ou ProtonDrive.

Acesse ProtonVPN.com

Para mais informações, consulte a nossa avaliação completa do Proton VPN.

4. ExpressVPN

A ExpressVPN oferecia apenas uma CLI para Linux, mas, com a atualização mais recente da interface do app, a empresa lançou um cliente com GUI para Linux que funciona quase da mesma forma que os clientes para Windows e macOS. Se você precisa de uma VPN para Linux que “simplesmente funcione”, a ExpressVPN é uma ótima opção.

Ela é simples de usar, mas entrega ótima velocidade graças ao Lightway, o protocolo VPN proprietário da ExpressVPN. Você pode consultar nossa avaliação completa para ver os testes de velocidade mais recentes, mas nem é preciso dizer que estamos impressionados com os milhares de servidores da ExpressVPN em 105 localidades.

É claro que a ExpressVPN também conta com uma CLI bem documentada, caso você queira rodar a ExpressVPN como parte da sua infraestrutura. Se precisar de compatibilidade com OpenVPN ou WireGuard, a ExpressVPN também oferece isso. Um problema que você pode encontrar na ExpressVPN é que, enquanto outras VPNs bloqueiam rastreadores por padrão, a ExpressVPN só consegue bloquear anúncios e sites maliciosos, a menos que você faça upgrade.

Painel do ExpressVPN 2026 no Linux

O melhor de tudo é que o preço da ExpressVPN caiu. Agora custa US$ 2,49/mês em um plano de longo prazo e dá acesso à excelente equipe de suporte 24/7 da empresa, caso você precise de ajuda para configurar a VPN.

Acesse ExpressVPN.com

Para mais informações, consulte a nossa avaliação completa do ExpressVPN.

5. Private Internet Access (PIA)

O app da PIA para Linux é praticamente indistinguível da versão para Windows, tanto no design quanto no conjunto de recursos. Além de uma GUI fantástica com muitas opções para personalizar a PIA, há também uma CLI que permite executar a PIA por meio de um servidor headless.

Por apenas US$ 1,98/mês em uma assinatura com conexões simultâneas ilimitadas, a PIA é uma excelente VPN se você tem vários dispositivos Linux que precisa proteger. A jurisdição norte-americana não é ideal, considerando o volume de ataques cibernéticos diários por lá, mas a PIA já defendeu com sucesso sua política de no-logs nos tribunais diversas vezes.

Painel do PIA 2026 no Linux

Acesse PrivateInternetAccess.com

Para mais informações, consulte a nossa avaliação completa do Private Internet Access (PIA).

Como testamos e classificamos cada VPN para Linux

Alguns sites de VPN só dão uma olhada nos guias de suporte para clientes de VPN para Linux e acham que isso basta. Não basta. É preciso verificar se o cliente nativo realmente funciona, e foi exatamente isso que fizemos. Cada VPN que recomendamos aqui foi testada em uma instalação limpa do Linux Mint para verificar se ela funciona bem com o Cinnamon. Estes são os critérios que avaliamos em cada uma das nossas análises:

  • Suporte nativo ao Linux: há um app com GUI de verdade? A linha de comando é ótima se você já é especialista em Linux, mas também buscamos facilidade de uso.
  • Protocolos: esperamos que a maioria dos provedores ofereça pelo menos WireGuard e OpenVPN. Protocolos proprietários são um diferencial.
  • Paridade de recursos: se não houver uma diferença óbvia entre o cliente para Linux e a versão para Windows, isso nos dá confiança de que ele está recebendo a atenção que merece.

Por que os usuários de Linux ainda precisam de uma VPN

Usando Linux ou qualquer outro sistema operacional, por padrão, todo o seu tráfego de internet não é criptografado. Seu provedor de internet (ISP) ainda tem visibilidade quase total dos sites que você visita. Seu provedor de internet pode registrar os sites que você acessa e vender esses dados para anunciantes em algumas jurisdições.

Ele também pode entregar esses dados às autoridades. A única maneira de contornar esse monitoramento do ISP é criptografando o seu tráfego na origem. Ao usar uma VPN, você cria um túnel criptografado que mantém a sua navegação entre você e o servidor de VPN.

A ameaça também não vem só do seu provedor de internet. Embora não seja o cenário mais comum, redes Wi-Fi públicas encontradas em lugares como hotéis e cafés podem representar riscos de segurança. Essas redes podem ser alvo de ataques de packet sniffing, ou interceptação de pacotes. Mesmo que haja um hacker na sua rede Wi-Fi tentando monitorar seu tráfego, a criptografia da VPN protege seus dados.

VPNs não são úteis apenas para privacidade. Netflix, BBC iPlayer, Hulu e outros serviços de streaming verificam a localização do seu IP e bloqueiam o acesso se você estiver tentando assistir a conteúdo fora da sua região. Conecte-se por um servidor no país certo usando uma VPN e isso deixa de ser um problema.

Elas também são excelentes para torrents. Ocultar o seu IP não apenas impede que outros usuários conectados ao torrent descubram quem você é enquanto baixa distribuições Linux ou software de código aberto, como também pode gerar um aumento de velocidade, já que o seu provedor de internet não poderá limitar seletivamente a velocidade do seu tráfego de torrent.

A questão é que muitas empresas de VPN costumam oferecer menos suporte para usuários de Linux. Você pode encontrar aplicativos bem acabados para Windows e Mac, enquanto as opções para Linux podem incluir apenas ferramentas básicas de linha de comando ou aplicativos com interface gráfica menos estáveis. É exatamente por isso que recomendamos apenas VPNs com suporte real para Linux.

Como escolher a VPN certa para Linux

Existe uma maneira fácil de descobrir se o seu provedor realmente oferece suporte ao Linux: observar o app oferecido. O Linux representa uma parte relativamente pequena do mercado consumidor de VPNs, então, se um provedor se deu ao trabalho de criar seu próprio cliente para Linux, isso mostra que ele é bem estruturado e quer oferecer uma ótima experiência de VPN independentemente da plataforma.

A NordVPN acerta nisso com apps sólidos para Ubuntu, Debian, CentOS e Fedora. A Surfshark vai além, com opções tanto de GUI quanto de linha de comando que realmente funcionam. Isso não quer dizer que algumas das opções mais baratas não valham a pena, mas é bem provável que você acabe tendo apenas a linha de comando à disposição.

Também vale conferir se a documentação de suporte do provedor está em ordem. Ao analisar isso mais de perto, alguns provedores de VPN afirmam oferecer suporte ao Linux, mas, na verdade, entregam apenas arquivos de configuração do OpenVPN mal elaborados e esperam que você se vire com eles. A ExpressVPN oferece uma equipe de suporte disponível 24/7, além de um cliente para Linux fácil de usar, caso você precise de ajuda extra.

Se a privacidade é importante para você, e como usuário de Linux provavelmente é, a localização faz diferença. A Proton VPN opera na Suíça, com leis de privacidade geralmente sólidas. A NordVPN tem sede no Panamá, fora da aliança de vigilância 14 Eyes. A Private Internet Access opera na Suíça, com leis de privacidade geralmente sólidas.

Opções de VPN grátis para Linux: valem a pena?

VPNs grátis para Linux são, em sua maioria, terríveis. Com sorte, você recebe configurações básicas de OpenVPN. Sem aplicativos nativos. Sem atualizações automáticas. Kill switches que mal funcionam. Deu para entender a ideia.

A questão é que as VPNs grátis ainda precisam ganhar dinheiro, e geralmente fazem isso gastando o mínimo possível. Não espere nenhum investimento em um app caprichado para Linux equivalente ao do Windows. O que você costuma receber com uma VPN grátis é um serviço bem básico que se mantém viável vendendo os seus dados, injetando anúncios ou pior. Algumas chegam a alugar a sua largura de banda para terceiros suspeitos.

Dito isso, achamos que o plano grátis do Proton VPN geralmente vale a pena. Ele funciona no Linux, é rápido, não limita sua largura de banda e conta com uma política auditada de no-logs na qual confiamos. A única desvantagem real é que você só terá acesso a cinco localidades em vez de toda a rede de servidores da Proton VPN. Não é o ideal se você procura uma região específica para streaming ou um servidor de baixa latência para jogos, mas dá conta do recado se você só quer navegar na internet com privacidade.

Perguntas frequentes

+ O Linux precisa de uma VPN para privacidade e segurança?
+ Qual VPN para Linux oferece uma interface gráfica (GUI) completa?
+ Qual é a melhor VPN grátis para Linux?