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Navegação segura: 17 práticas para se proteger em 2026

Rob Mardisalu

Rob Mardisalu

Editor do TheBestVPN.com

A internet pode ser um lugar perigoso para quem baixa a guarda. Ao acessar o site errado, você pode infectar seu computador com um software malicioso que vai roubar seus dados ou embaralhá-los e exigir um resgate para devolvê-los. Se você digitar um nome de usuário e senha em um formulário falso, sua vida digital pode ser comprometida.

Sua privacidade é afetada toda vez que você navega sem proteção. Empresas rastreiam seus movimentos, criam perfis sobre você e compartilham seus dados sem seu consentimento. A maior parte disso acontece em segundo plano, enquanto você só quer ler um artigo ou fazer compras online.

Este guia ajudará você a evitar o seguinte:

  • Roubo de identidade
  • Fraudes com cartão de crédito
  • E-mails de phishing
  • e muito mais.

Apontamos 16 maneiras de manter sua atividade online supersegura. No final do artigo, reunimos a visão de alguns especialistas da área de TI que oferecem boas perspectivas para o futuro.

Guia rápido: o que fazer e o que não fazer na navegação segura

O que fazer:

  • Procure o ícone de cadeado antes de inserir qualquer credencial
  • Ative o modo somente HTTPS nas configurações do seu navegador
  • Verifique os URLs dos sites em busca de erros de digitação e caracteres estranhos
  • Use um verificador de URL, como o Google Safe Browsing, para checar links suspeitos
  • Verifique o certificado de segurança do site se algo parecer estranho
  • Confirme se a barra de endereços mostra o site que você quer acessar

O que não fazer:

  • Não ignore alertas do navegador sobre conexões inseguras
  • Não insira senha nem informações de pagamento em sites http://
  • Não prossiga em páginas com erros de certificado
  • Não confie em um site só porque ele exibe um cadeado
  • Não force seu navegador a usar http://
  • Não ignore URLs que pareçam estranhas ou desconhecidas

1. Use e instale o navegador de internet mais seguro

Os principais navegadores oferecem proteção contra ataques de engenharia social, malware e phishing, embora alguns ofereçam mais proteção do que outros.

De acordo com as pesquisas de segurança mais recentes, os navegadores modernos melhoraram significativamente seus recursos de proteção. O Microsoft Edge for Business, o Google Chrome e o Mozilla Firefox oferecem proteção robusta contra ameaças cibernéticas por meio de recursos avançados, como sandboxing, proteção contra phishing e detecção de ameaças em tempo real.

Comparação de Segurança de Navegadores

(Últimas avaliações de segurança de navegadores feitas por pesquisas de cibersegurança)

3 melhores navegadores de internet para navegação segura em 2026

  1. Microsoft Edge for Business: arquitetura Zero Trust e detecção de ameaças com IA
  2. Google Chrome: Navegação Segura aprimorada e sandboxing avançado
  3. Mozilla Firefox: segurança de código aberto com Proteção Aprimorada contra Rastreamento

Os navegadores modernos agora integram recursos avançados, como detecção de ameaças com aprendizado de máquina e verificação de reputação de URLs em tempo real. O Microsoft Edge for Business usa uma arquitetura Zero Trust (confiança zero) e se integra às ferramentas de segurança do Microsoft 365. Já o recurso Navegação Segura do Chrome bloqueia 99,9% das tentativas de phishing, enquanto a Proteção Aprimorada contra Rastreamento do Firefox bloqueia, por padrão, cookies de rastreamento de terceiros.

Entre os recursos de segurança atuais, também estão o sandboxing aprimorado, que isola o conteúdo das páginas do sistema operacional, e as atualizações automáticas, para que as correções de segurança mais recentes sejam instaladas assim que são lançadas. Esses navegadores também seguem padrões modernos de segurança, como a Política de Segurança de Conteúdo (CSP), e contam com mecanismos robustos de proteção para extensões.

2. Personalize suas configurações de segurança

Você também pode deixar o navegador mais seguro personalizando as opções no menu de preferências ou configurações. Ajustar essas configurações, porém, pode trazer alguns inconvenientes.

Por exemplo, desativar recursos como o preenchimento automático, que completa formulários em páginas da web, e o salvamento de senhas evita que o navegador guarde dados que poderiam ser capturados por alguém que invada o seu sistema.

Por outro lado, preencher formulários manualmente e digitar nomes de usuário e senhas o tempo todo pode ser cansativo.

Desativar outros recursos pode reduzir a superfície de ataque, ou seja, os pontos que um invasor pode explorar no seu sistema, mas isso também pode piorar sua experiência de navegação. Desativar cookies, por exemplo, pode melhorar sua privacidade. O problema é que muitos sites podem não funcionar corretamente se os cookies estiverem desativados. O mesmo vale para permitir plug-ins, JavaScript e, em menor grau, Java.

Uma opção que vale a pena ativar é o bloqueio de janelas pop-up, para evitar que anúncios intrusivos apareçam por cima das páginas que você está visitando. E, se o seu navegador oferecer suporte, ative o envio de solicitações “Não rastrear” (Do Not Track) junto do tráfego de navegação, para reduzir o rastreamento por parte de anunciantes.

Veja guias passo a passo para reforçar a segurança dos seus navegadores (ou seja, deixá-los menos vulneráveis).

Como em qualquer software, vale manter o navegador sempre atualizado com as últimas melhorias e correções. Muitas vezes, essas atualizações existem justamente para corrigir falhas de segurança recém-descobertas. Manter o navegador em dia é menos trabalhoso do que antes, porque hoje as atualizações costumam ser automáticas e distribuídas em tempo real.

3. Use um bloqueador de anúncios confiável

Você sabia que o Google veicula cerca de 29 bilhões de anúncios todos os dias? É muita publicidade com que lidamos diariamente.

Some a isso os anúncios que aparecem no Facebook e em outras plataformas, e esse número sobe ainda mais.

Embora não haja nada de errado em ver anúncios (afinal, eles mantêm muitos sites gratuitos), a forma como coletam e compartilham seus dados representa uma ameaça real à sua privacidade na internet.

A maioria dos anúncios que você encontra online:

  • Rastreia os sites que você visita e quanto tempo você fica em cada página
  • Monitora seus cliques e seu comportamento de rolagem
  • Cria perfis com base nos seus hábitos de compra para prever o que você vai comprar em seguida
  • Compartilha seus dados com dezenas de empresas que você provavelmente nem conhece
  • Usa cookies e pixels de rastreamento para identificar você, mesmo quando não está logado

Essas práticas de coleta de dados não são ilegais. Empresas de publicidade montam esses sistemas para direcionar anúncios com base no seu comportamento. Mas só porque algo é legal não quer dizer que respeite sua privacidade.

Alguns anúncios vão além do rastreamento e podem se tornar realmente perigosos. Por exemplo, anúncios maliciosos espalham malware no seu dispositivo ou redirecionam você para sites falsos, feitos para roubar senhas e informações de pagamento. Também existem anúncios que se disfarçam como elementos da página, como links e botões de download, para induzir você a clicar.

A melhor maneira de se proteger dessas ameaças é usar um bloqueador de anúncios confiável. Esses bloqueadores impedem que anúncios sejam carregados e barram os scripts de rastreamento que vêm junto com eles.

Aqui estão os três melhores bloqueadores de anúncios para usar em 2026:

  1. uBlock Origin: funciona no Firefox, Edge e Opera, bloqueia anúncios e rastreadores sem deixar o navegador lento. É de código aberto e gratuito.
  2. AdGuard: bloqueia anúncios e rastreadores no navegador e inclui controles parentais, caso você precise proteger crianças online.
  3. Ghostery: recusa cookies automaticamente e mostra quais empresas estão tentando rastrear sua atividade na web.

O melhor é que essas ferramentas são rápidas e simples de configurar. Você instala em segundos e elas começam a funcionar na hora. Além disso, a maioria permite criar uma lista de permissões para sites confiáveis, liberando anúncios apenas nesses sites e bloqueando no restante.

4. Use um gerenciador de senhas (em vez do preenchimento automático do navegador)

Depois do navegador, um bom gerenciador de senhas virou quase indispensável para uma navegação segura, especialmente quando você desativa opções como “salvar senhas” e “preenchimento automático” no navegador.

Os recursos variam de um gerenciador para outro, mas todos têm algo em comum:

Eles guardam suas credenciais (nome de usuário e senha) e as preenchem automaticamente quando você acessa a página de login.

gerenciadores de senhas

Isso permite criar credenciais únicas e seguras para cada site, sem precisar decorar todas elas. Você só precisa lembrar de uma senha: a senha mestra para acessar o gerenciador.

Milhares, às vezes milhões, de senhas são comprometidas todos os dias. Por isso, um gerenciador ajuda a evitar o efeito dominó que acontece quando você reutiliza senhas. Criminosos podem pegar credenciais vazadas e testá-las automaticamente em milhares de sites. Se você repetiu a mesma senha em vários lugares, o estrago se multiplica. Usar senhas únicas reduz o dano que um único vazamento pode causar.

Top 5 gerenciadores de senhas para 2026

  1. NordPass (R$ 4,90/mês): usa criptografia XChaCha20, considerada mais segura que AES-256
  2. ProtonPass (R$ 10,49/mês): melhor custo-benefício, com plano gratuito bem completo
  3. 1Password ($2.99/mês): excelente para uso em família e com modo viagem
  4. Bitwarden ($10/ano): open source e com um plano gratuito excelente
  5. Dashlane ($2.75/mês): recursos premium, com VPN incluída

Os gerenciadores de senhas modernos em 2026 oferecem suporte a passkeys e WebAuthn para autenticação sem senha, considerada o padrão ouro em segurança. Eles também incluem recursos como monitoramento da dark web, alertas de vazamento e compartilhamento seguro. A maioria oferece extensões para os principais navegadores e aplicativos para celular com autenticação biométrica.

Embora inserir algo novo na sua rotina de navegação possa não parecer atraente, gerenciadores de senhas costumam ser discretos depois de instalados. Em geral, eles funcionam como uma extensão no navegador que acompanha sua navegação.

Se for seu primeiro acesso a um site, o app ajuda você a criar credenciais. Se você já usou o site antes, ele preenche automaticamente o login. Além disso, a maioria também mantém uma lista dos logins salvos, acessível pela barra de ferramentas do navegador.

5. Use a criatividade ao criar suas senhas

Se ter que lembrar muitas senhas já é difícil, criar senhas fortes também dá trabalho. A boa notícia é que os gerenciadores de senhas podem automatizar isso para você. Em geral, basta pedir que o gerenciador gere uma senha forte em segundos.

Em alguns gerenciadores, dá até para personalizar as senhas geradas.

Você pode definir o tamanho da senha. Em 2026, a recomendação mais comum é usar de 16 a 20 caracteres, conforme as diretrizes da CISA e do NIST. Se você quiser algo mais fácil de digitar e memorizar, pode optar por senhas pronunciáveis, mesmo com números, letras maiúsculas e caracteres especiais. Também dá para excluir caracteres parecidos, como 1 e l (letra L) ou O e 0 (zero).

Se você preferir criar senhas manualmente, um gerenciador de senhas também pode ajudar. Ele mostra se a senha é forte e avisa se ela já foi reutilizada em outro site.

Outra vantagem é que a maioria dos gerenciadores funciona em várias plataformas. No celular, tablet, notebook ou desktop, você tem suas credenciais à mão. Isso também significa que você não precisa digitar uma senha complexa como F*t5pWU397%6QvAk7K9W no teclado do celular.

Além disso, com as informações sincronizadas entre plataformas, tudo é atualizado automaticamente quando você altera suas credenciais ou adiciona novas.

6. Oculte seu IP com uma VPN

Ter um navegador seguro e um gerenciador de senhas já ajuda bastante enquanto você navega na web. Mas, se você quiser reforçar ainda mais a segurança, vale considerar o uso de uma VPN (Rede Privada Virtual).

Uma VPN protege sua conexão criptografando os dados transmitidos e mascara seu IP e a sua localização aproximada, o que ajuda a preservar sua privacidade.

Criptografar a conexão é especialmente importante ao usar Wi-Fi público ou redes inseguras, como as de aeroportos, hotéis e restaurantes. Essas redes são arriscadas porque é relativamente fácil para alguém interceptar o tráfego com um sniffer, uma ferramenta de captura de dados. Com a conexão criptografada, porém, quem capturar essas informações verá apenas dados ilegíveis.

Quando você se conecta ao serviço de VPN que contratou, ele ajuda a ocultar sua identidade online. Isso significa que seu provedor de internet (ISP) terá mais dificuldade para rastrear sua atividade. O mesmo vale para outras formas de monitoramento. E sites que normalmente reconheceriam você, como o seu banco, podem pedir uma verificação extra para confirmar que é você mesmo.

Existem alguns incômodos ao usar uma VPN, e por isso ela costuma ser mais comum entre pessoas que precisam de privacidade adicional. Por exemplo, a navegação pode ficar mais lenta, já que o tráfego passa por mais etapas no caminho entre o ponto A e o ponto B do que passaria sem a VPN.

Além disso, os servidores de VPN ficam espalhados pelo mundo. Isso pode causar problemas em serviços de streaming com restrições regionais, como Netflix e YouTube. Se você estiver conectado a um servidor em Tóquio, o serviço pode entender que você está no Japão, e não em casa ou no escritório.

Provedores de VPN costumam oferecer planos pagos e gratuitos. O problema dos serviços gratuitos é que eles precisam se sustentar de algum jeito e, muitas vezes, isso envolve monetizar dados do usuário. Por isso, se proteger sua privacidade for tão importante quanto proteger sua conexão, talvez seja melhor evitar VPNs gratuitas.

Melhores serviços de VPN para 2026

  1. NordVPN (leia a análise): Mais de 7.150 servidores, protocolo WireGuard/NordLynx, velocidades acima de 800 Mbps
  2. Surfshark (leia a análise): Conexões simultâneas ilimitadas e bom custo-benefício por R$ 6,99/mês
  3. ProtonVPN (leia a análise): Leis de privacidade suíças, aplicativos open source e melhor plano gratuito

As VPNs modernas em 2026 usam protocolos avançados como o WireGuard para oferecer mais velocidade e segurança. Os principais serviços incluem recursos como kill switch, proteção contra vazamento de DNS e conexões multi-hop. As melhores VPNs seguem políticas de não registro (no-logs) verificadas por auditorias independentes e ficam sediadas em jurisdições favoráveis à privacidade.

PS: aqui está uma lista completa dos melhores serviços de VPN (atualizada para 2026).

7. Confirme a segurança do site (https vs. http)

Uma maneira de avaliar se um site parece confiável é observar o ícone de cadeado na barra de endereços do navegador.

Isso indica que o tráfego entre você e o site é criptografado e que o domínio passou por algum nível de verificação. Embora isso ajude, não diz, por si só, se o responsável pelo site é legítimo.

Existe um nível adicional de validação chamado Validação Estendida (EV). Para obtê-la, a organização precisa comprovar sua identidade e legitimidade como empresa. Isso pode aparecer como uma barra de endereços verde e um cadeado no navegador.

Chrome HTTP não seguro

Em 2026, mais de 88% dos sites usam criptografia HTTPS, segundo estatísticas de adoção de SSL. Ainda assim, é importante lembrar que muitos sites de phishing também usam HTTPS para parecer legítimos. Ou seja, HTTPS sozinho não garante que o site seja confiável; ele apenas garante que a transmissão de dados é criptografada.

Navegadores modernos marcam sites HTTP como “não seguro” e, em alguns casos, podem bloquear o acesso a páginas sem criptografia em operações sensíveis, como pagamentos. O Google e outros buscadores também costumam priorizar sites HTTPS nos resultados de pesquisa.

Mesmo seguindo boas práticas de segurança, algumas informações pessoais que você compartilhou ao longo do tempo podem cair em mãos erradas. Se seu e-mail aparecer em uma violação de dados, por exemplo, você pode receber alertas automáticos por um serviço gratuito do site Have I Been Pwned.

Também vale ativar alertas oferecidos por bancos e operadoras de cartão de crédito. Eles ajudam a monitorar atividades nessas contas e, em caso de invasão ou fraude, permitem que você reaja rapidamente.

8. Seja cético: pense antes de clicar

Clique, clique, clique… esse é o som de uma sessão típica de navegação. Seja abrindo e-mails ou baixando arquivos, você clica dezenas de vezes, muitas vezes no automático. E os cibercriminosos sabem disso e contam que você continue no piloto automático.

Claro, reduzir o ritmo a cada clique parece um incômodo. Mas isso faz diferença para a sua segurança e a sua privacidade. Então, quais medidas você pode tomar para se proteger?

Desconfie de e-mails de phishingExemplo de Phishing

E-mails de phishing representam 36% de todas as violações de dados. E ficaram mais difíceis de identificar porque ferramentas de IA agora ajudam invasores a criar mensagens convincentes, que imitam marcas conhecidas como Adobe, Google e Amazon.

E o que acontece quando você abre um e-mail de phishing? Você pode acabar instalando malware.

Mais de 90% dos e-mails de phishing carregam ransomware. Esses programas criptografam seus arquivos e exigem pagamento para liberá-los. Muitas vezes, as pessoas aceitam pagar o resgate na esperança de recuperar o acesso. Com o pagamento médio saltando de US$ 1.542.333, em 2023, para US$ 3.960.917, em 2024, fica claro como esses golpes são muito lucrativos para cibercriminosos.

O malware não só bloqueia seus arquivos. Ele também espiona o que você faz, inclusive as senhas que você digita no site do seu banco. Outros tipos de malware assumem o controle do computador para enviar mais spam, o que deixa o sistema lento e pode até gerar problemas com o seu provedor de internet.

Para evitar cair em e-mails de phishing:

  • Fique atento a erros de ortografia ou gramática. Empresas sérias revisam as mensagens antes de enviar.
  • Desconfie de e-mails que não usam seu nome e trazem apenas algo como “Prezado Cliente”.
  • Apague mensagens de pessoas que você não conhece ou sobre compras que você nunca fez.
  • Não compartilhe senhas, dados bancários nem informações pessoais por e-mail.
  • Questione ofertas boas demais para ser verdade ou ameaças exageradas.
  • Ignore e-mails que tentam apressar você a agir imediatamente.
  • Verifique o endereço do remetente e os links. Golpistas costumam usar domínios como MeuBanco-seguranca-urgente.com em vez de MeuBanco.com.

Baixe software de fontes confiáveis

Software não confiável

A internet está cheia de softwares que você pode baixar e instalar no computador. Só que nem todo download é confiável.

Uma atualização oficial do sistema operacional, normalmente Windows ou macOS, é uma opção segura. No extremo oposto, um download vindo de um site suspeito que promete limpar os arquivos do seu computador é algo a evitar.

Prefira baixar aplicativos pagos adquiridos em sites seguros e aplicativos gratuitos em fontes com boa reputação, como lojas oficiais, GitHub para projetos open source e a Microsoft Store para apps do Windows. Se você não tiver certeza sobre a origem de um programa, não baixe nem instale. Pesquise online e confira avaliações e artigos de fontes confiáveis. Em geral, não demora para perceber se um software é legítimo e bem visto pela comunidade.

Em 2026, ataques à cadeia de suprimentos, que miram a distribuição de software, aumentaram significativamente. Sempre verifique assinaturas digitais quando possível e use gerenciadores de pacotes ou lojas oficiais. Tenha cuidado redobrado com programas distribuídos por meio de links em redes sociais ou anexos de e-mail.

Evite sites de compartilhamento de arquivos e torrents

Serviços usados para fazer backup e sincronizar arquivos costumam ser seguros, e muitas vezes são mais confiáveis do que as pessoas imaginam. Já plataformas voltadas ao compartilhamento de conteúdo, como sites de compartilhamento de arquivos, podem comprometer seu computador. Isso acontece porque elas frequentemente envolvem arquivos que não deveriam ser compartilhados.

Esses arquivos podem ser filmes, softwares ou outros conteúdos com valor comercial e protegidos por direitos autorais. Um criminoso tentando assumir o controle de computadores pode compartilhar um arquivo adulterado, com malware, e obter acesso à sua máquina se ele for executado no seu sistema.

Tenha cuidado sempre que usar serviços desse tipo. E, claro, seguir as leis de direitos autorais do seu país é o mais sensato.

Em 2026, redes de compartilhamento ficaram ainda mais arriscadas, com cibercriminosos usando IA para criar arquivos falsos mais convincentes, que parecem legítimos, mas trazem malware sofisticado. Esses ataques costumam mirar softwares, filmes e jogos populares para alcançar mais pessoas.

9. Ative a autenticação de dois fatores sempre que possível

Verificação em 2 etapas

Muitos dos serviços mais importantes do dia a dia, como bancos online, Gmail e Facebook, oferecem autenticação de dois fatores.

Na prática, isso significa que, se algo parecer suspeito, o serviço pode exigir uma verificação extra. Por exemplo, se o login vier de outro país, em um dispositivo que você nunca usou, ele pode enviar um código de uso único para o seu celular ou para o seu e-mail.

A menos que o criminoso também consiga acessar seu e-mail ou seu telefone, ele fica impedido de acessar sua conta.

E, se você perder a senha ou alguém tentar tomar sua conta, o segundo fator de verificação pode ajudar a redefinir a senha e recuperar o acesso.

Mas a autenticação de dois fatores não vem ativada por padrão. Você precisa cadastrar seu número no banco e ativar a verificação em duas etapas no Google e no Facebook.

Se você ainda não fez isso, agora é a hora.

Segundo estatísticas recentes de segurança cibernética, usuários que ativam 2FA têm 99,9% menos chance de serem comprometidos do que quem usa apenas senha. A Microsoft afirma que a 2FA pode impedir 99,9% das invasões de conta, enquanto o Google diz que bloqueia 100% dos ataques automatizados de robôs.

A adoção de 2FA cresceu bastante, com previsão de que 89% das empresas adotem a prática até 2026. Ainda assim, nem todo método oferece o mesmo nível de proteção. A CISA recomenda autenticação multifator (MFA) resistente a phishing, usando padrões FIDO/WebAuthn, como o padrão ouro de segurança.

Aqui estão as instruções para os serviços mais populares:

10. Mude suas senhas após uma violação

Se suas senhas apareceram em um vazamento de dados, troque-as.

De acordo com estatísticas recentes sobre vazamentos, os EUA registraram 1.862 violações de dados em 2021, um aumento de 68% em relação ao número registrado em 2020. Além disso, estima-se que 166 milhões de pessoas foram afetadas por vazamentos no primeiro semestre de 2025.

Se você foi uma dessas pessoas, ou suspeita que tenha sido, vá lá e troque suas senhas. Comece pelas contas mais importantes: bancos, cartões de crédito e sites de compras. Depois, passe para suas redes sociais.

Você provavelmente nem lembra de todos os lugares em que tem uma conta, certo?

Volte ao passo anterior e instale um gerenciador de senhas.

Em 2026, os sistemas de notificação de vazamentos melhoraram bastante. A maioria das empresas sérias hoje notifica os usuários em até 72 horas após identificar uma violação, e serviços como o Have I Been Pwned enviam alertas em tempo real quando seu e-mail aparece em novos vazamentos.

11. Considere usar monitoramento de crédito

Outra coisa que criminosos podem fazer ao obter acesso às suas informações pessoais é abrir novas contas no seu nome. Você nem fica sabendo que essas contas existem, até começar a receber cobranças e perceber que sua pontuação de crédito (score) foi afetada.

Ainda bem que se proteger contra isso é simples. E grátis.

Talvez você já tenha ouvido que dá para solicitar um relatório gratuito por ano em cada serviço de monitoramento de crédito, e por isso nunca se preocupou com isso.

Hoje, porém, existem várias opções gratuitas que permitem consultar seu relatório a qualquer momento, sem prejudicar seu score. Além disso, esses serviços avisam se alguém tentar abrir uma nova conta de crédito no seu nome.

Capital One e Discover Card oferecem monitoramento de crédito online gratuito.

Entre as opções mais conhecidas estão o Credit Karma e o Credit Sesame.

Em 2026, a proteção contra roubo de identidade ficou mais completa, com muitos serviços oferecendo monitoramento da dark web em tempo real e alertas automáticos de fraude. Alguns também incluem seguro contra roubo de identidade e serviços de recuperação caso sua identidade seja comprometida.

12. Considere usar proteção antivírus extra e bloqueie sua tela

A essa altura, você já deve ter entendido que não clicar em e-mails de phishing é sua primeira linha de defesa.

Mas e se você clicar e o malware começar a invadir seu computador ou smartphone?

O ideal é ter um antivírus instalado para detectar e bloquear essas ameaças.

Soluções modernas de antivírus, em 2026, usam detecção de ameaças com IA e análise comportamental para identificar riscos novos e desconhecidos. Testes recentes da AV-Comparatives mostram que os principais produtos hoje detectam mais de 99% das amostras de malware.

  • Malwarebytes: excelente anti-malware com proteção no navegador
  • Bitdefender: detecção avançada com impacto mínimo no desempenho
  • Norton 360: suíte completa com VPN e monitoramento da dark web

Você também pode instalar antivírus no smartphone. No entanto, segundo pesquisas atuais de segurança cibernética, apenas 32% das pessoas usam esse tipo de proteção no celular, apesar de dispositivos móveis terem de 25% a 40% mais chances de cair em golpes de phishing do que computadores.

Outra forma de proteger o computador e o celular é ativar o bloqueio de tela com senha, PIN ou biometria.

Segundo um levantamento, 28% dos usuários de smartphone não usam bloqueio de tela nem outro recurso para limitar o acesso ao aparelho.

Muita gente também não protege o notebook. É fácil para um ladrão pegar o dispositivo e sair com ele, junto com todos os seus dados. Se o aparelho estiver configurado com login automático em contas bancárias, e-mail ou redes sociais, o risco é ainda maior.

Seu computador tem câmera? Eu deixo um Post-it cobrindo a minha, e Mark Zuckerberg já apareceu usando fita adesiva sobre a dele. É uma solução simples e rápida. E dá um alívio saber que ninguém está olhando você tirar espinafre do meio dos dentes.

Com o grande número de vazamentos nas notícias recentemente, as pessoas estão mais conscientes de segurança cibernética do que nunca, disseram pesquisadores da área.

“Mas, no dia a dia, elas não agem como se isso fosse uma preocupação central”, observam especialistas. “É um paradoxo.”

13. Seja rápido ao atualizar seu sistema operacional e seus aplicativos

Mantenha seu PC atualizado

Quando uma empresa descobre um problema de segurança no software, ela lança uma atualização.

Alguns programas atualizam automaticamente, sem pedir permissão. Mas muitos sistemas operacionais e aplicativos perguntam antes de instalar.

A maioria das pessoas não aprova a atualização de imediato. Quando tem escolha, apenas 32% optam por manter os aplicativos atualizados automaticamente. Do restante, 38% instalam quando é conveniente e 10% nunca atualizam.

No caso de grandes atualizações, como o sistema do celular, 42% esperam até ser conveniente, segundo pesquisas de segurança cibernética, e 14% nunca atualizam.

Isso é um problema. Quando hackers descobrem uma vulnerabilidade, eles correm para explorar antes que todo mundo instale a correção. Quanto mais você demora, maior o risco.

Em 2026, a expectativa é que o cenário de ameaças evolua bastante. Os estatísticas de segurança cibernética mostram que mais de 21.500 novas vulnerabilidades foram divulgadas até meados de 2025, um aumento de 16% a 18% em relação ao mesmo período de 2024. Exploits de dia zero (zero-day) estão sendo explorados mais rápido do que nunca, muitas vezes poucas horas após a descoberta.

Então, por que as pessoas não atualizam imediatamente?

“Pode ser uma questão de conveniência e controle”, disseram pesquisadores de segurança cibernética. “Algumas pessoas pensam: quero atualizar no meu próprio tempo. Ou: não quero consumir minha franquia de dados.”

Os sistemas operacionais modernos em 2026 melhoraram bastante seus mecanismos de atualização. Windows 11, macOS Sonoma e sistemas móveis agora usam atualizações menores, incrementais, e podem instalá-las em segundo plano com o mínimo de interrupção.

14. Use sites de compras confiáveis

A maioria dos grandes sites de e-commerce, como a Amazon, tem bons sistemas de segurança e costuma reembolsar seu dinheiro se algo der errado.

Ainda existem golpistas prometendo produtos que não entregam. Antes de comprar, verifique a nota e as avaliações de outros compradores.

Como precaução extra, se você pagar com cartão de crédito, também pode solicitar o estorno caso descubra algum problema.

Chrome HTTP não seguro
Evite sites de compras sem criptografia HTTPS. Isso significa que eles não protegem adequadamente os dados do seu cartão de crédito.

Em 2026, a segurança no e-commerce melhorou bastante com HTTPS obrigatório, sistemas avançados de detecção de fraude e processamento de pagamento mais seguro. Ainda assim, lojas online falsas também ficaram mais sofisticadas, muitas vezes usando marcas roubadas e sites com aparência profissional para enganar clientes.

Procure estes indicadores de segurança ao fazer compras online:

  • Criptografia HTTPS (ícone de cadeado na barra de endereços)
  • Informações comerciais e dados de contato verificados
  • Opções de pagamento seguras (PayPal, Apple Pay, etc.)
  • Avaliações de compradores verificados
  • Políticas claras de devolução e reembolso

15. Não use Wi-Fi inseguro

A maioria dos roteadores sem fio, que distribuem o sinal de internet em casa ou no escritório, vem configurada com um tipo de criptografia que exige senha para entrar na rede Wi-Fi. Embora isso seja um incômodo, é uma forma segura de impedir que outras pessoas entrem na sua rede. Sem essa proteção, alguém pode conseguir acesso não autorizado a computadores e dispositivos conectados.

Quando você está fora de casa ou do trabalho, pode acabar usando um hotspot de Wi-Fi público. Em geral, essas redes têm algum requisito para entrar, como cadastro ou senha, mas algumas são abertas, sem senha nenhuma. Conectar a esse tipo de rede costuma ser uma má ideia. É melhor escolher uma rede segura ou usar a internet móvel do seu celular.

Uma alternativa é usar um aplicativo de VPN (Rede Privada Virtual), como ExpressVPN ou NordVPN. Isso permite criar uma conexão segura mesmo quando você entra em uma rede Wi-Fi desprotegida.

Em 2026, as ameaças no Wi-Fi público evoluíram, com ataques man-in-the-middle mais sofisticados e redes evil twin, que são hotspots falsos que imitam os legítimos. Muitos dispositivos também se conectam automaticamente a redes conhecidas, o que pode ser explorado por invasores usando nomes parecidos com os de hotspots reais.

Esses aplicativos são ideais para Android e iOS. Para análises mais completas, veja nossas análises de VPN.

16. Gerencie sua pegada digital

Quando crianças, nos ensinaram a não falar com estranhos. Nosso cérebro é programado para ter cautela cara a cara. Mas quase ninguém fala sobre as consequências de compartilhar a vida online com bilhões de pessoas vendo.

A questão é que a internet nunca esquece. Qualquer coisa que você compartilhe, como uma foto, um comentário ou uma marcação de localização, pode ser encontrada, salva e usada contra você anos depois.

Lembra do caso de Harvard, em que 10 estudantes tiveram as ofertas de admissão revogadas por coisas que disseram no Facebook? Esse é o tipo de dano que sua pegada digital pode causar quando você não toma cuidado com o que publica.

Para se proteger e reduzir sua pegada digital:

  • Pesquise seu nome no Google para ver quais informações estão publicamente disponíveis sobre você
  • Deixe suas contas de redes sociais privadas e revise as configurações de privacidade com frequência
  • Não publique seu número de telefone nem endereço residencial em perfis públicos
  • Desative o compartilhamento de localização e evite marcar onde você está nas postagens
  • Pense antes de postar (seu futuro empregador se sentiria confortável com isso?)
  • Exclua contas que você não usa mais e remova postagens que revelem informações demais sobre você
  • Revise as publicações em que amigos marcam você e ajuste as configurações para aprovar marcações
  • Verifique quais aplicativos acessam seus dados e remova permissões que você não precisa

17. Faça backup dos seus dados

Embora seja importante manter seu computador protegido contra ameaças externas, vale lembrar que você guarda dados, como arquivos, documentos, fotos, músicas e vídeos, para poder usá-los. A última coisa que você quer é que o HD do computador falhe e você perca parte ou todas essas informações. Então, o que fazer? O melhor é adotar uma rotina de backup. Isso significa copiar seus dados para um local seguro, para não depender apenas do armazenamento do computador.

Você pode fazer backup em um disco rígido externo, por exemplo, conectado ao computador por USB.

Cada vez mais pessoas também estão optando por backups em nuvem. Eles oferecem uma forma segura de transferir dados pela internet para serviços como Dropbox, Google Drive ou OneDrive.

Para se proteger melhor, use uma combinação de backups físicos e em nuvem. Assim, seus dados ficam mais seguros, mesmo se acontecer algum imprevisto. Um serviço como o Acronis pode ser uma boa opção se você quiser seguir um modelo de backup híbrido.

Em 2026, ataques de ransomware ficaram mais sofisticados, com invasores mirando especificamente sistemas de backup. O custo médio de recuperação em um incidente de ransomware foi de US$ 1.500.000 em 2025, o que torna estratégias de backup robustas mais importantes do que nunca.

As soluções modernas de backup em 2026 incluem:

  • Backups em nuvem automatizados com versionamento
  • Backups air-gapped (desconectados da rede)
  • Backups imutáveis, que não podem ser criptografados por ransomware
  • Arquiteturas de backup de confiança zero (zero trust)
  • Monitoramento de backup e detecção de anomalias com IA

A regra de backup 3-2-1 continua sendo o padrão ouro: 3 cópias dos seus dados, 2 tipos de armazenamento diferentes e 1 backup fora do local (offsite). Em 2026, especialistas em segurança recomendam adicionar um quarto elemento: 1 backup imutável ou air-gapped para dados críticos.

Perguntas frequentes

+ Qual é a melhor prática para navegar na internet?
+ Qual é a coisa mais importante que posso fazer para me manter seguro online?
+ Como posso saber se meu computador foi infectado com malware?
+ Eu realmente preciso de uma VPN, ou o modo de navegação anônima do meu navegador é suficiente?

Principais conclusões: Sua lista de verificação de navegação segura

À medida que navegamos e fazemos mais coisas pela internet, os riscos à nossa privacidade continuam aumentando. Enquanto isso, cibercriminosos seguem criando novas formas de rastrear e explorar informações pessoais. Por isso, cabe a nós fazer a nossa parte para proteger a privacidade e manter as contas seguras.

Confira o checklist de navegação segura:

  • Use um gerenciador de senhas para criar senhas exclusivas para cada conta
  • Ative a autenticação de dois fatores em serviços bancários e redes sociais
  • Instale um bloqueador de anúncios para reduzir o rastreamento e bloquear anúncios maliciosos
  • Mantenha seus programas atualizados para evitar exploração de vulnerabilidades
  • Faça backup dos seus dados regularmente, caso um ransomware bloqueie seus arquivos
  • Pense antes de clicar em links, principalmente em e-mails
  • Gerencie sua pegada digital mantendo as redes sociais mais privadas

O que você faz para navegar com mais segurança na internet? Conte nos comentários abaixo.